Saturday, August 19, 2006

Christiania - Livres do Capitalismo!

Christiania


Há 32 anos, em Copenhague, na Dinamarca, uma sociedade alternativa sem leis e sem hierarquia resiste ao capitalismo como experiência social

Parece ter saído de um conto de fadas - mas fadas não fumam haxixe. Flores espalham-se por janelas de pequenos sobrados de pedra, em ruas ainda de paralelepípedos; calçadas que lembram bosques, com um chão que veste um cobertor de retalhos, folhas cor de ferrugem; e há o céu, azul, que não ameniza o ar gelado de novembro. O tempo parece parado. Monotonia de outono, entretanto, que se quebra com o burburinho incessante de um pequeno mercado de artesanato, marijuana e haxixe. Estamos em Christiania, em Copenhague, na Dinamarca.
O turista desavisado que passa por København (Copenhague, em dinamarquês) nem sequer percebe Christiania. É como se fosse um bairro, incrustado que está na capital escandinava. Com excessão da "porta da frente", um arco sobre dois totens, entrada da colorida Pusher Street, é impossível dizer quando se está dentro ou fora da comunidade. A história começa em 1971, quando um terreno do exército cheio de alojamentos abandonados foi invadido por grupos de hippies, libertários, socialistas, punks e fugitivos (da lei, dos pais, da sociedade convencional), entre tantos outros. Seguiam a sugestão de um artigo publicado em um jornal chamado Hovedbladet (Revista Cabeça), ele mesmo parte de uma exibição de arte chamada "Dar e Receber" que lotava Copenhague de "alternativos". Ao final da migração, foi declarado o nascimento oficial de Christiania, "uma sociedade alternativa livre, baseada na convivência com o próximo e com a natureza".

- Guerra dos mundos

Quando o governo e a polícia perceberam o que ocorria na área militar, era tarde demais: já havia mais de mil pessoas morando lá, e, segundo a história conta, o espaço era muito grande para uma operação policial (90 mil metros quadrados). O assunto "Christiania" logo foi parar no Parlamento, que decidiu aceitar a área como "experimento social" até que se decidisse o que fazer com o espaço militar - contanto, claro, que seus moradores pagassem eletricidade, água e um aluguel para o Departamento de Defesa. De qualquer forma, conseguiram um espaço livre e autônomo, apesar de até hoje a tolerância política ser tênue: a polícia ainda faz "batidas" contra os vendedores de haxixe e marijuana.
Durante os primeiros anos, a cidade-livre tornou-se conhecida por suas ações no teatro e na política. Quem conseguiu maior sucesso nessa área foi um grupo chamado Solvognen. Uma de suas ações diretas mais famosas foi em 1973, quando a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma espécie de braço armado dos Estados Unidos na Europa, realizou um encontro de cúpula em Copenhagen. Inspirados no programa de rádio "Guerra dos Mundos" de Orson Welles, que simulou uma invasão de marcianos colocando em pânico a população norte-americana na década de 40, centenas de pessoas, lideradas pelo grupo de teatro de Christiania, fizeram parecer que um exército da OTAN tinha ocupado a Rádio Dinamarca e outros pontos estratégicos da cidade. A impressão que se tinha era que a Dinamarca estava ocupada por forças estrangeiras. Durante várias horas, o país inteiro ficou em dúvida se a invasão era teatro ou realidade. A ação foi uma dura crítica a intervenção dos Estados Unidos na vida dos países europeus.
O Solvognen também usou a critividade para contestar o comércio da maior festa do cristianismo. Em 1974, o grupo organizou o primeiro Natal dos Pobres da Dinamarca. Milhares de presentes foram distribuídos generosamente por um batalhão de Papai Noéis que estavam dentro das lojas de departamento da cidade. Detalhe: as lojas não sabiam nem haviam autorizado nada. O resultado é que todos foram presos, mas o escândalo ganhou as manchetes dos principais jornais da europa, com fotos de dezenas de Papais Noéis sendo espancados pela polícia. Até hoje o Natal dos Pobres continua sendo organizado - mas de uma maneira diferente: todo ano, aproximadamente duas mil pessoas participam de uma grande ceia.
A década de 1980 foi marcada pelas drogas. Em 1982, o governo começou uma campanha difamatória contra Christiania: a cidade-livre era considerada o centro das drogas do Norte da Europa e a raiz de muitos males. A comunidade teve então que organizar programas de recuperação de drogados e expulsar comerciantes de drogas pesadas, como a heroína. O mercado de haxixe continua funcionando normalmente. O governo dinamarquês nunca deixou Christiania em paz, e vários planos foram elaborados visando a "normalização e legalização" da área. Em janeiro de 1992, finalmente um acordo foi assinado. Christiania já tinha mais de vinte anos de independência e provara ao mundo que é possível viver em liberdade. Hoje, 32 anos depois, já foi foco de dezenas de estudos sociais e inspiração para outros projetos.

- Como funciona?

Christiania é organizada em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários. As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso. Isso significa que não é a maioria que decide e sim que todos tem que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões. Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma idéia mais clara das opiniões, mas essas votações não tem nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade. Christiania é dividida em 15 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos.
Todos têm a obrigação de viver com as decisões tomadas nas reuniões - e todos têm acesso e o direito de opinar. Mesmo com esta forma de democracia, algumas pessoas decidem não utilizar seus direitos - por exemplo, o tópico a ser discutido na reunião influencia bastante o quórum. Pode ser um processo difícil, e muitos christianitas (como são chamados seus habitantes) estão cansados de reuniões. Mas todos eles, inclusive os milhares de ex-moradores que hoje estão espalhados pelo mundo, aprenderam algo sobre auto-gestão através deste processo.
Foi assim que, ao longo dos anos, a cidade-livre aprimorou sua autogestão: casa comunitária de banhos (não há água quente), creche e jardim de infância, coleta e reciclagem de lixo; equipes de ferreiros para fazer aquecedores a lenha de barris velhos, lojas e fábricas comunitárias de bicicletas.
Christiania é um lugar de vida simples onde não é permitida a propriedade, normalmente mais seguro que o resto de Copenhague e calmo, pois não circulam carros (não são bem-vindos - estimula-se o uso de bicicletas) e é bastante arborizada. A administração, ainda, é rotativa e não possui hierarquia. Andando pelas ruas de Christiania, não se percebe diferença de classes sociais, ao contrário do resto do mundo capitalista. Cada um trabalha o quanto quer, e isso é muito respeitado. Quem opta por trabalhar mais, vive um pouco mais confortavelmente; quem opta por trabalhar menos, vive de maneira mais rústica, e não há discriminação alguma por causa disso.

- Economia

Baseado num cálculo de 1996, Christiania recolhia e gastava 9,5 milhões de Coroas (a moeda dinamarquesa, cerca de 10 para 1 com o dólar) por ano. Os residentes arcavam com 66% desse valor em forma de aluguel, optativo: os que não querem ou não podem não precisam pagar. Dez a 20% deles são os que não pagam. Os negócios, como lojas, fábricas e bares, pagam outros 34% desse valor para arcar com os impostos sobre o produto que o governo dinamarquês cobra. Uma grande conquista é que o pagamento não é feito diretamente ao governo, mas ao Conselho de Christiania, que arrecada, gere e paga as contas da população. O Conselho, como sempre, é aberto e livre para a participação.
Normalmente, as despesas são maiores do que as arrecadações, mas a "cidade" sempre conseguiu dar um jeito e estar em dia com suas dívidas. "O que levou-nos à estranha experiência de sermos declarados 'cidadãos ideais' por políticos e autoridades, porque desde o começo dos anos 1990 temos honrado com 100% de nossas despesas".

Christiania não tem leis, mas foram criados alguns consensos para o bom convívio da sociedade:
Não às drogas pesadas;
Não às armas;
Não à violência;
Não se negociam prédios ou áreas residenciais.


Fonte:
http://www.emcrise.com.br/reportagem/reportchristiania.htm

Sunday, August 13, 2006

No Brasil, só o Crime é organizado!

Bom, essa semana, foram sequestrados dois funcionários da Rede Globo: o repórter Guilherme Portanova, e o auxiliar-técnico Alexandre Coelho Calado. Eles foram sequestrados na manhã de ontem, sábado, 12, quando estavam em frente a uma padaria, próximos da sede da Globo, na capital paulista.
Na noite de ontem, por volta das 23:00, o auxiliar-técnico, Alexandre, foi solto na própria sede da Rede Globo.
O réporter Guilherme continuua sob poder dos sequestradores, que supõe-se, sejam do PCC, haja visto sua exigencia, que foi atendida pela emissora a 00:30hrs da manhã de hoje, domingo.
Mas... que exigencia seria essa?
Quando o auxiliar-técnico foi deixado junto a sede da Rede Globo, foi deixado com ele a exigencia para sua liberdade: um DVD, que foi mostrado, através de um Plantão, que foi ao ar cerca de 00:30hrs da manhã de hoje.
"No vídeo (que por um diabo de infelicidade muitos, inclusive eu, não viram), um integrante do PCC faz críticas ao sistema penitenciário. Encapuzado e exibindo metralhadoras, fuzis, granadas, e várias munições (no melhor estilo All Qaida, Bin Laden e cia), ele pede um mutirão para revisão de penas e se posiciona contra o Regime Diferencial Disciplinado (RDD) e pede melhores condições carcerárias.
Também na terça-feira, um motociclista passou pela sede do SBT e jogou por cima do muro um pacote endereçado ao Departamento de Jornalismo. Trata-se do mesmo DVD divulgado pela Globo." - Diz o site do Terra (www.terra.com.br)
É só isso mesmo que faltava para mostrar a alguns o óbvio: no Brasil, só o crime é organizado, e manda e desmanda a qualquer hora e momento. E o governadorzinho dorminhoco, safado e vagabundo de SP continua a dizer que está tudo bem. Tudo bem para ele que tem segurança particular.
Eu não concordo com sequestro de ninguem. Mas uma coisa eu tenho de admitir: eu tiro o chapéu para o PCC que, mesmo da forma errada ao meu ver, está lutando pelos seus direitos, querendo ou não. Foram lá, e mostrram suas reivindicações, estão lutando por algo. Denovo, eu não concordo com sequestro de ninguem, acho isso uma coisa covarde até, mas eu dúvido que pedindo por favor alguem vai os ouvir. Um exemplo é este semi-falido blog, que pouquissimas pessoas lêem...
Diferente de muitos brasileiros filhos da puta que ficam sentados engordando em frente a tv e reclamando, reclamando, reclamando... e aí quando tem a chance de fazer algo, votam em Alckmin e similares... é muita merda para um país só.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/interna/0,,OI1095351-EI7061,00.html

Tuesday, August 08, 2006

Biografia - Rage Against The Machine(retirado do site - www.whiplash.net)

RAGE AGAINST THE MACHINE

Com um som puro, sem sintetizadores, teclados ou samples; inspirado no punk rock dos anos 70 e donos de um estilo próprio de hardcore, a banda Rage Against The Machine trás a tona sua revolta em músicas incendiárias, com letras baseadas em uma visão política de extrema esquerda.
Direto de Los Angeles, no ano de 1991, o ex-Inside Out, Zack De La Rocha (vocais), Tom Morello (guitarra), Brad Wilk (bateria) e Tim Bob (baixo) formam a banda que, mesmo sem a ajuda de nenhuma gravadora, vendeu só em shows e fã-clubes, mais de cinco mil cópias de uma demo de doze faixas. Precursores de feitos inéditos, o RATM (ainda em início de carreira) abriu para bandas como: Pearl Jam, Body Count e Public Enemy; sem contar dois shows no palco secundário do Lollapalooza II (Los Angeles, California) e a turnê européia acompanhando o Suicidal Tendencies.
Sua ascendência visível rendeu um contrato com a Epic Records - que lançou o álbum homônimo da banda em Novembro de 1992, com destaque para a capa – a fotografia vencedora do prêmio Pulitzer de 1963, onde um monge ateia fogo no próprio corpo em forma de protesto a um movimento anti-busdista ocorrido no sul do Vietnã.
A turnê pelos Estado Unidos, em 1993, com os rappers do “House Of Pain”, precedeu a segunda apresentação do RATM no Lollapalooza III (Filadélfia), em Julho do mesmo ano - só que no palco principal, onde para protestar contra o PMRC (Parents Music Resource Center) - organização americana de censura, os integrantes da banda ficaram 25 minutos sem cantar ou tocar nada, nus, com uma fita adesiva na boca e as iniciais P-M-R-C riscadas no peito.
Desde então, com a carreira alavancada por protestos, a agenda de shows da banda aumentou desenfreadamente, e os fãs também. Fãs estes que esgotaram os ingressos do festival em prol da liga anti-nazismo “Anti-Nazi” em Londres, Inglaterra; e levaram os rapazes a repetir a turnê pelos Estados Unidos, só que com o Cypress Hill no apoio. Sem contar que insistentes exibições do vídeo “Freedom” na MTV, colocaram o álbum na marca de 1 milhão de cópias vendidas e com o nome entre as 200 mais da Billboard, durante 89 semanas consecutivas.
Tanto sucesso, deve-se não só a um estilo totalmente inusitado – algo entre o rap e o hardcore, quanto pela clara postura política da banda, manifestada na organização de eventos que promovam as causas defendidas. Alguns exemplos disso foram: o show beneficente em fevereiro de 94, intitulado “Rock For Choice”, no The Palladium (Hollywood, California), com a participação de: Eddie Vedder, Screaming Trees, Mary's Danish, 7 Year Bitch, Green Apple Quick Step e Exene Cervenka; e, em abril de 94, outro show beneficente para a "Liberdade de Leonard Peltier" (primeiro lider do Movimento Indígena Americano), que está preso desde o final dos anos 70 sob a alegação de ter atirado em dois agentes do FBI. Sendo que o segundo, arrecadou mais de 75.000 dólares para a causa. Vale destacar que o histórico de protesto do Rage demonstra ser hereditário já que o pai de Morello lutou na guerrilha de libertação do Quênia pela dominação colonial inglesa e sua mãe é uma das fundadoras do Parents For Rock and Rap, uma organização anti-censura.

Contra a censura!

Em outubro do mesmo ano, a banda se apresentou novamente em prol de Leonardo Peltier, só que dessa vez no Grand Olympic Grounds (Los Angeles, CA); onde contou com o apoio do Cypress Hill, Ligher Shade Of Brown, Fobia, Little Joe Y La Familia e Thee Midnighters.
Meses depois do "Latinpalooza" - como já era de se esperar, os reflexos de uma turnê tão extensa começaram a aparecer e surgiram rumores de que a banda poderia acabar. Mas tudo não passava de boatos e falta de convivência entre os integrantes da banda que, devido a seu contrato com a Epic e a agenda lotada de shows, tiveram pouco tempo para se conhecer melhor. Com o objetivo de minimizar o problema, a banda decidiu mudar-se para Atlanta, onde alugaram uma casa e começaram conviver juntos. Eles tentaram gravar um novo disco mas acharam que não ia ficar bom, então decidiram voltar para Los Angeles, onde começaram a gravação do álbum "Evil Empire" ("Império do Mal", nome tirado da forma como Ronald Reagan se referia à antiga União Soviética).
Em abril de 1996 o RATM tocou duas músicas no programa de "Saturday Night Live", mas uma delas nunca chegou a ser exibida, já que a banda cobriu as caixas de som com uma bandeira norte americana de ponta cabeça - protestando contra a presença do candidato a presidência Steve Forbes no programa daquela noite. Ironicamente, no dia seguinte, “Bulls on Parade” (a música censurada) foi premiada no “MTV's 120 minutes” e dois dias depois, “Evil Empire” foi lançado, entrando no Top 200 da Billboard na 1ª posição. De julho até outubro, o Rage ficou em turnê pelos EUA.
Após três meses do término da turnê (janeiro de 97); Tom Morello (guitarra), Zack De La Rocha (vocais), Flea (Red Hot Chilli Peppers, no baixo) e Steven Perkins (Porno for Pyros, na bateria) participaram da estréia do programa "Radio Free L.A", transmitido pela internet e por mais de 50 estações de rádios americanas. Em março do mesmo ano, a Academia Nacional de Artes e Ciências acabou reconhecendo o potencial da banda premiando-os com um Grammy pela categoria de "Melhor Performance de Metal" com a música "Tire Me", além de uma indicação para "Melhor Performance de Hard Rock" por "Bulls On Parade".
Apesar da decidida postura “anti-popularização”, o maior reconhecimento do RATM no meio musical veio quando uma das bandas mais populares do mundo – o U2, convidou-os para abrir seus shows. Como não poderia deixar de ser, os membros do Rage anunciaram que estariam se juntando ao U2 na turnê milionária “Pop-Mart” com uma ressalva: doar o que conseguir dos grandes faturamentos dos shows do U2 para várias organizações. Foi exatamente o que eles fizeram. Só para citar alguns dos beneficiados: Associação de ajuda a Mumia Abu-Jamal, FAIR (Fairness and Accuracy In Reporting), The National Commisson for Democ-racy in Mexico, EZLN (Zapatista Front For National Liberation) e Women Alive.
Em meados de agosto, RATM começou uma turnê pelos EUA junto do Wu-Tang Clan (o Wu-Tang Clan é formado por 10 MC's vindos de Staten Island, um município da cidade de Nova York, EUA), mas o Clan abandonou a turnê com apenas uma semana de shows. Em compensação, com a mudança frequente de bandas, revelaram-se outros talentos, como por exemplo, o Foo Fighters e o Roots. Em 25 de Novembro, o Rage lançou seu primeiro Home Vídeo repleto de apresentações ao vivo, além de todos os clips de sua carreira e um CD single com o cover de “The Ghost Of Tom Joad” do Bruce Springsteen.
No mesmo mês, Tom Morello foi preso por protestar contra a “Guess?” (marca norte americana de roupas), já que a empresa usava o jeans fabricado em Calcutta, onde os trabalhadores são impelidos a trabalhar sob condições sub-humanas. Justificando o ato, Tom disse em entrevista: “Eles acham que a moda é mais importante e mais nada importa, e então aquela exploração brutal daqueles trabalhadores não os importa. Nós estamos dizendo que eles estão errados."
No começo de 98 a banda gravou a música “No Shelter” que acabou entrando na trilha sonora do filme Godzilla. Na metade do mesmo ano, começaram os ensaios para o novo CD, futuramente intitulado "The Battle of Los Angeles", sendo que em setembro a parte instrumental para 14 músicas já estavam prontas, faltando somente as letras.
Sem deixar de lado suas aspirações politico-sociais, em janeiro de 99, o RATM voltou aos palcos com um show beneficente para Mumia Abu-Jamal, show que aliás, atraiu muito a atenção da mídia e por pouco não aconteceu. As atrações foram o Black Star, Bad Religion e os Beastie Boys. Além do show, Zack - como principal membro ativista da banda, foi até Genebra (Suiça) se manifestar anti as Nações Unidas no caso de Mumia Abu-Jamal e a pena de morte nos EUA. Quanto mais o tempo passava, mais protestos eram associados ao Rage que, após participar do Tibetan Freedom Concert, fez uma apresentação no Woodstock 99 onde queimou a bandeira dos EUA enquanto tocavam a música “Killing In The Name”.
Em outubro, "Guerilla Radio" - o primeiro single do novo disco foi lançado, seguido pelo álbum "The Battle of Los Angeles". Nos EUA, o lançamento ocorreu propositalmente em 2 de novembro de 1999 (dia de eleição). No mesmo dia, os rapazes apresentaram seu novo single no programa "Late Night With David Letterman" da rede de TV CBS, o que levou outra emissora (FOP) boicotar a apresentação da banda no programa de Conan O’Brien.
A confusão no começo da turnê, retratou o que seria o caótico ano de 2000 para o Rage Against the Machine. A banda que planejara uma turnê com os Beastie Boys, teve que cancelar o projeto, devido ao acidente de bicicleta com Mike D; dois shows em São Francisco (julho 2000) – com o objetivo de gravar um CD ao vivo, foram cancelados também; sem contar um tumulto que estourou após os rapazes tocarem do lado de fora da Convenção Nacional Democrática em meados de agosto, justamente no mês de lançamento do single "Testify”.
Os holofotes não estavam mais virados para as músicas e sim para os integrantes da banda - que pareciam não deixar por menos. Em setembro de 2000, após uma apresentação fenomenal no VMAs 2000, o baixista Tim Bob decidiu subir em umas das estruturas do palco logo após perderem o prêmio de melhor grupo de rock para o Limp Bizkit. O músico foi preso e liberado em seguida, já que não existe lei nos EUA contra subir em estruturas de palcos.
Mesmo com o novo projeto - que já contatava aproximadamente 30 músicas gravadas (sendo 12 covers de estúdio), nove anos com o Rage e três álbuns de sucesso; o líder e vocalista Zack de La Rocha, declarou oficialmente no dia 18 de outubro de 2000 que estaria deixando a banda: "Sinto que é necessário abandonar o Rage, pois não estávamos mais conseguindo tomar decisões conjuntas (...) Não estamos mais funcionando juntos como um grupo, e eu acredito que a situação está destruindo nossos ideais políticos e artísticos. Estou muito orgulhoso de nosso trabalho, como ativistas e como músicos, assim como estou grato a cada pessoa que expressou solidariedade e dividiu essa incrível experiência conosco”.
Os demais integrantes do RATM enviaram um comunicado à imprensa, explicando que continuariam com suas atividades depois da saída do vocalista; e foi exatamente o que aconteceu. Mesmo cercados dos boatos que B-Real (Cypress Hill) talvez pudesse integrar a banda - preenchendo o lugar deixado por Zack de La Rocha; Tom Morello e banda decidiram priorizar a produção de seu novo álbum, que levaria o nome de “Renegades”.
No dia 7 de novembro de 2000 (novamente data de eleições nos EUA), o primeiro single do álbum "Renegades" - a música "Renegades of Funk" (original do grupo Afrika Bambaataa) foi lançada, seguida do vídeo homônimo que retrata "renegados" e revolucionários da história. Entre eles: Public Enemy, Beastie Boys, EPMD, Eric B. and Rakim entre outras bandas de rap e funk; além de imagens de Martin Luther Kink Jr., Malcolm X e Thomas Paine.
O álbum "Renegades" veio a tona em 5 de dezembro do mesmo ano com uma coleção de músicas escritas e gravadas originalmente por artistas como MC5, The Stooges, EPMD, Bob Dylan, Minor Threat, The Rolling Stones, Afrika Bambaataa, Devo, Volume 10, Erik B and Rakim e Cypress Hill. São covers de 12 clássicos do Hip-Hop, Rock e Punk Rock; além de uma nova versão remixada da música de Bruce Springsteen: "The Ghost of Tom Joad”. O álbum foi produzido por Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, Beastie Boys, Founder of Def Jam) e mixado por Rich Costey (Fiona Apple, Ice Cube, Pavement).
Em meio ao sucesso do lançamento, o RATM foi pego de surpresa ao saber que muitos de seus fãs tinham sido banidos do Napster por fazer download de suas mais recentes músicas, tudo decorrência das instruções que a companhia de gerência da própria banda tinha dado a Sony Music de instituir a proibição na divulgação. O incidente levou Tom Morello a desculpar-se publicamente, tomando providências para restabelecer os direitos dos usuários lesados e disponibilizando para download, grátis, uma coleção de mp3s e vídeos ao vivo no site oficial da banda.
Janeiro de 2001, o RATM recebe duas indicaçoes para o Grammy nas seguintes categorias: “Melhor Álbum de Rock”, com “The Battle Of Los Angeles”; e “Melhor performance de Hard Rock”, com a música "Guerrilla Radio". No mês seguinte, a banda lança seu home video em DVD e VHS, com o show gravado no México em 1999 pela MTV. intitulado “The Battle of Mexico City”, além da exibição da apresentação da banda - na íntegra, foram reproduzidos alguns trechos políticos feitos pelo ex-vocalista, Zack de La Rocha.
Especulações sobre o novo vocalista voltam a aparecer, depois de um ensaio de Chris Cornell (ex-vocalista do Soundgarden) com a banda. Rapidamente esses boatos são desmentidos por Morello que afirma que a banda não estaria a procura de um novo vocalista. Mesmo porque, o próprio porta-voz e guitarrista, está ocupando sua mente com outros projetos que não a banda. Com um papel no filme “Made”, ao lado de Sean Puffy Combs ou Puff Daddy, como é mais conhecido, Morello deverá usar seu tempo disponível nas gravações.
Mesmo sem vocalista e com seus integrantes dispersos, em março de 2001, o Rage leva o gramofone no 43o Grammy por "Guerrilla Radio” considerada a melhor performance de Hard Rock do ano 2000.
Em maio de 2001 o novo vocalista assume seu posto no Rage Against The Machine. Para a surpresa de todos, o microfone agora passa às mãos de Chris Cornell de fato, negando o que fora dito anteriormente sobre sua entrada. Com sua entrada o grupo deverá gravar um CD sob um novo nome para a banda e com uma mudança de estilo, mostrando que estão dispostos a praticamente "começar de novo". Zack gravará um disco solo ainda este ano. Ainda que incerto sobre seu futuro o (ex) Rage Against The Machine segue olhando à frente, com a cabeça erguida. Foi o que sempre fizeram.
Essa nova banda se chama Audioslave, que já tem 2 cd's lançados, e lançara o terceiro no mês de setembro.

Guerra: Só Muda de Nome e Endereço!

O ser humano se mata diariamente. Depois, chora a morte de inocentes. Depois ainda, busca vingança pela morte dos inocentes, gerando assim mais vitimas inocentes. Aí a história toda se repete, só que do outro lado da moeda. Assim, nascem alguns genocidios. E como consequencia, surgem os grandes conflitos armados. E no final disso tudo, sabe o que acontece? Tudo se repete.
Nos vemos no meio de várias guerras diariamente, mas por incrível que pareça, mesmo todos se sentindo, (só) ao que parece, "cansados de violência", elas insistem em existir. Não creio que seja necessário eu dizer que a guerra é uma das modalidades mais lucrativas no mundo, não é?
Isso, é para vocês terem apenas uma idéia do que é o tal do capitalismo, que torna mortes em um negócio extremamente (não sei se tem muitos negócios que movimentam mais dinheiro doq ue esse) rentável e lucrativo. O ser humano chegou ao ponto de matar por esporte, e lucrar, e alto, com isso tudo. Sim, ou vocês acham que a industria bélica tem ganhado pouco dinheiro com tantos armamentos vendidos mundo afora? Só os Estados Unidos, o país que mais dá lucro a indistria bélica, gastam bilhões por ano com todo tipo de armamento. Mas não gastam muito coma reconstrução dos paises que destroem. Que coisa, não?
Dentre todas as guerras que estão a pleno vapor no mundo, quero destacar duas: uma, a que acontece no Estopim Médio, digo, Oriente Médio, para ser mais exato, no Líbano; outra, a que é travada há um bom tempo aqui em terras Tupiniquins. Não, não é a guerra entre torcidas organizadas.Vamos por partes.O que acontece no oriente médio já não é novidade para ninguem. Muito se fala em Alá, mas quem comanda aquilo tudo se chama "Ódio". A tolerancia não tem vez entre aqueles povos. Um pisão em falso, por menor que seja, já é motivo para se falar em guerra nuclear.Todo aquele ódio vem de anos e anos. De gerações passadas que se matavam, muitas vezes (assim como hoje) em nome de um Deus. Ódio por pequenas faixas de terra. Ódio, porque as pessoas do outro país tem meio milímetro a mais de cabelo no peito do pé do que outro.E se isso tudo não bastasse, surgiu o ódio implantado pelo ocidente (EUA, pricipalmente), que fez com que os bons marajás que viviam de sombra e agua fresca quisessem viver de petróleo e urânio. E não é que deu certo? Olha só...
Dizem por aí que o atual conflito entre Israel e Líbano (pobre Líbano... eles tem um exército?) começou quando o Hezzbollah (grupo terrorista de origem no Irã [outro país que, por favor, não pisem no pé]) sequestrou dois soldados israelenses. Tá bom. E o Papai Noel entra quando na história?É óbvio que esse incidente foi só um pretexto para a filial Oriental/Asiática dos EUA mostra seu potencial bélico.Agora, quem paga por isso, são os inocentes. Como sempre, diga-se de passagem.
E agora, que rufem os tambores! No palco, para vocês, a mais nova-velha atração do Brasil: GUERRA CIVIL!
É isso aí amiguinhos. O PCC voltou a atacar. E mostrou, pela terceira vez nesse ano de 2006 que não está para brincadeira (diferente do governo de São Paulo). Foram mais de 70 ataques, na capital e no interior do estado, só nesta segunda-feira, 07 de agosto.
Mas aqui, diferentemente do Oriente Médio, não é o petróleo que move as engrenagens da morte. Bem, pensando bem...
Andei fazendo aqui uns cálculos, e cheguei a uma conclusão: diz-se por aí, você sabe quem, que se gasta cerca de R$1000,00 mensais com cada preso do Estado de São Paulo. Temos muitos presos, mais de 40 mil.Temos também, muitas rebeliões. E depois, verbas para reconstrução de cadeias.Agora, alguem me responda algo que não consegui entender: Como pode custar cerca de R$1000,00 mensais de duas a três quentinhas (marmitas) por dia? Que sejam quentinhas caras (o que dúvido, pois cabelo não custa tão caro, se é que voês me entendem), de R$5,00. Três por dia, são R$15,00. Trinta dias do mês, vezes R$ 15,00, não chega a R$500,00. A outra metade do valor médio investido, vai no que? Colchão?
As pessoas ao verem uma rebelião reclamam que "enquanto eles queimam colchão, somos nós que pagamos". Independente de queimarem, ou não, pagaremos. Mas isso, ninguem reclama. Até reclamam. Pedem morte aos presos. Quando eles fazem o mesmo do que alguns aqui pedem, os mesmos ainda sim reclama. Quando tentam ressocializar-los, os mesmos de sempre reclamam. Qual é a saída então, ó mentes reclamonas-por-reclamar?Mas voltando a guerra em si, enquanto não houverem ações concretas por parte do governo e da sociedade (é claro, oras!), vai continuar esse joguinho: eu ataco, você defende, mato civil, você mata inocente. E nesse grande jogo de xadrez, o povo é o pião.
Agora... se de um lado o rei é o Marcola e seu poderoso império PCC (que queiram ou não, é quem dá as cartas no estado de São Paulo), quem é o rei do outro lado desse tabuleiro? Creio que ele já foi derrubado a um bom tempo, só falta o grito de Xeque-Mate.