Saturday, September 23, 2006

Vem chegando as eleições... e vão se indo as esperanças!

É... dia 1º de outubro já está aí, batendo na porta. E eu, sinceramente, não tô nem um pouco afim de atender.


Sim, sim, amigos (?). Eis que é, quase, chegada a hora de sairmos do conforto de nossas casas em um domingo, que provavelmente será um dia bonito (ou um dia frio e chuvooso, o que é mais "animador" ainda para nos tirar de casa); domingo, que é o dia de nos revigorarmos para a semana que começa; domingo, que é dia de se recuperar da ressaca de sabado, ou de começar a fazer a ressaca de segunda; domingo, que é dia de não fazer porra nenhuma; domingo, que é dia... bom, 'dia de ficar sussegado, mas não! Eles querem que saiamos de nossas casas, oh, para irmos enfrentar filas muitas vezes quilométricas (é... nem tanto) debaixo do sol escaldante, tendo que enfrentar as mais adversas situações (quer coisa pior do que aquelas mulheres bem chatinhas que ficam falando de novela? ou senão aquelas pessoas que vem com papinho do tipo "em quem você vai votar?"), tendo que memorizar infindaveis números, e enfrentar a terrível tecnologia dos tempos modernos (terrível, pois suga muitos minutos de muitas pessoas...), e tudo isso em nome de algo que valha a pena? NÃO! ABSOLUTAMENTE NÃO!
Vamos as urnas, antes de tudo, forçados. Porque não nos perguntam se queremos votar? Só perguntam em quem iremos votar.
Mas antes, é claro, como é de praxe, temos que aguentar alguns meses de uma masturbação mental e de diarréias verbais que parecem não ter fim, vindas da boca de um bando de idiotas que acham que somos mais idiotas que eles (bom, alguns são sim...). Temos que aguentar uma poluição visual e sonora insuportáveis (a menos que você goste daqueles caminhões de som com candidatos "caipirões" falando "povo, voti ni eu, qui eu vo miorá a vida du ceis" o dia todo, ou daqueles santinhos, onde parecem-se fotos tiradas em DP's). E tudo isso calados, pois é um "Direito Constitucional". Só o deles né? E o nosso?
E ainda tem as promessas de sempre: "eu vou melhorar a saúde, a educação, os empregos, o lálálálá..." todo ano; mas as vezes isso muda, e aparece alguem que não fala do que vai fazer, mas sim do que fez; ou pior, quando fala do que um outro fez de errado. É um jogo de empurra onde quem perde, sómos unica e exclusivamente nós, os "bons cidadãos" que saímos de casa para votar nesses idiotas.
E esse ano, tem algo diferente: os "bons" falando dos "mals", os corruPTos. Já ouviram aquela expressão "o sujo falando do mal lavado"? É exatamente isso que acontece, pois um candidato hoje em dia não quer saber do povo, não quer ganhar para fazer algo pelo povo, ele apenas quer que outro candidato não ganhe; a mesma coisa com os partidos politicos, que em vez de se unirem para ajudar a melhorar essa pendenga aqui, ficam com um monte de picuinhas idiotas, sabe? E os "seguidores" fiéis, fazem o mesmo, disseminando assim uma discórdia completamente disnecessária. É a mesma coisa que o Galvão Bueno fez com os argentinos: ele falou que o Brasil é inimigo da Argentina, euma parte idiota do povo acreditou, e tem um certo ódio contra os argentinos. Nunca reparou não? Cara... você sabia que esse e-mail chegou pela internet né?
Tá aí outra coisa estúpida: patriotismo. Porque uma pessoa que nasce em um país é melhor que outra? Essa história toda de separar pedaços de terra e dizer que quem nasce aqui é melhor, deve ter sido coisa de gente do PSDB nas eras antigas, que não queria se misturar com a "gentalha". Sabe como é né...
Mas, voltando ao assunto...
É aquele pensamento que eu tenho comigo, sabem? EU creio que a politica é uma grande poça de lama: quem entra lá dentro, por mais que não queira, por mais que tenha as melhores intenções possiveis, acaba se sujando. E tem muita gente que fica ali em cima observando que se suja também, hein, muitas vezes mais do que quem está lá dentro.
Eu, depois de alguns acontecimentos sentidos na pele, percebo que a politica NUNCA vai dar futuro para o Brasil, sabem? Não tenho mais a minima confiança na politica, após tervisto e sentido na pele mentiras, inveja, e outras coisas que não convém ficar falando. Ou melhor, sonvém sim: é politico safado que vem aqui fazer promessa na sua cara para ganhar voto, é politico eleito que faz o mesmo, é politico que não quer "concorrencia", enfim.
É aquilo: não gosto da esquerda, e odeio a direita.
Pra mim, a única esprança em melhora nessa budega aqui se chama P O V O. Só quando o povo perceber que nesse país, NADA está ao lado dele, e se rebelar contra tudo, aí quem sabe, algo não melhora?
Justiça? Qual?
Direito? Só existe para garantir que os mais fortes sempre esteja por cima. Aqui, me desculpem, mas falo com algum conhecimento de causa.
Politica? É safadeza remontada sobre safadeza, dando cria a safadeza.
Religião? Nào é só o ópio do povo, como disse Marx, mas também é a cocaina que na primeira cheirada dá paralisia cerebral, e te deixa em estado vegetativo pelo resto da vida. Uma coisa: você, católico, que fez a tal da primeira comunhão, fez porque gostava, ou porque tava na "idade de fazer"? Sinceramente?
Televisão? Eu limpo a bunda coma televisão. Aliás, não faço isso não, pois pode me infeccionar partes que são mais limpas do que certas pessoas involvidas nesse treco aí.
Escola? A escola não forma, ela deforma, te tranforma num retardado que só decora fórmulas estúpidas e idiotas, te mostrando que número é importante, dinheiro é importante. É safadeza demais.
Vou votar nulo sim. Só não vou deixar de votar, porque pretendo fazer algumas coisas que usam essa coisa idiota chamada "Titulo de eleitor" que poderia muito bem se chamar "Titulo de idiota". Não, acho que isso conseguimos quando nos formamos em Direito...
É por isso que lhes passo a lista de votos, anotem e votem:

Deputado Federal? 0000
Deputado Estadual? 00000
Senador? 000
Governador? 00
Presidente? 01 - esse partido tem boas propostas.

Lhes peço desculpa pelo sioncero desabafo, mas tem horas que eu me canso de ver uma nação (?) sendo feita de idiota, e batendo palmas pro senhor do engenho.
E termino com uma coisa: Se chamam de omissão votar nulo, e dizem que nada resolve, de que resolve votar nos mesmos idiotas, safados, mentirosos e corruptos de sempre, que de nada fazem, senão nos ludibriar? De que vale votar no "menos pior"? De que vale acreditar em mentiras?
Já disse J.J. Russeau: "Ninguem pode representar a vontdade de ninguém".
E assim me vou...

Sunday, September 17, 2006

Guantanamo: o braço "democrático" dos EUA na América Central

Recentemente, comemoraram-se (!?) os 5 anos dos Atentados Terroristas às torres gemeas doWTC. E, consequentemente, houveram todos aqueles ataques terroristas por parte dos EUA em países do Oriente Médio, sob o falso pretexto de que eles eram o foco do mal, tinham armas quimicas, armas de destruição em massa (detruição em Massa? Cuidado em Globo...), e toda essa ladainha idiota que só acreditou quem acredita em Papai Noel. Mas, tem uma coisa que muitas pessoas não lembram (e muitas, ainda, nem sabem!): Já ouiram falar de Guantânamo, em Cuba?
Mas... o que diabos tem a ver Cuba com os EUA? Não muito... quase nada, para falar a verdade. Mas, o que muitos não sabem é o que irei revelar agora: os dois paises estão na América! Grande revelação, não?
Bom, mas vamos aos fatos: Guantanamo, é uma provincia de Cuba, pertencente ao seu território. Mas, ainda no começo do século passado, cerca de 1900, Cuba sofria forte intervenção dos EUA, que apoiava a ditadura que existia lá naquela época. Bem, e nessa época, houve um tratado safado onde uma pequena area da provincia (cerca de 116 Km quadrados) foi alugada aos Estados Unidos em 2 de julho de 1903, através de um acordo assinado pelo presidente Theodore Roosevelt, por aproximadamente cinco mil dólares anuais (puxa vida, não?), que ainda são pagos ao governo cubano. Esse terreno fica em um lugar um tanto quanto estratégico, no estreito de Barlavento, que liga o oceano Atlântico ao mar das Antilhas. Porntanto, segundo o que ficou acordado, a base de Guantanamo só voltará ao controle cubano caso seja abandonado ou por consentimento mútuo, conforme um acordo renegociado em 1934. Isso lembra a barganha brasileira, ao comprar o Acre (o estado brasileiro) da Bolivia, por preço de banana verde e sem casca. Bem, e o que se passou? Os EUA resolveram instalar ali em Guantanamo uma base militar sua, de onde poderiam monitorar melhor a ilha cubana.
E assim seguiram-se os anos, e foi-se a ditadura, e veio a revolução, e veio a nova ditadura. E Guantanamo continuou sob poder dos EUA, que desde janeiro de 2002 transformaram o local também em uma prisão, onde agora eles mantém pessoas que foram "acusadas" de, supostamente, terem cometido atos terroristas, ou terem contribuidos com os mesmos, ou terem cara ou nome de terrorista, ou por morarem na mesma galáxia que um terrorista. Sim, eles prenderam pessoas sem qualquer tipo de acusação formal (ou seja, sem dar qualquer tipo de direito de defesa a essas pessoas, sem mostrar provas de que eles seriam ou estariam envolvidos em terrorismo), e ainda, para mostrarem como são receptivos para com nossos companheiros orientais, mandavam ver tortura neles (e ainda mandam, com certeza), e não lhes dão quaisquer direitos estabelecidos pela Convenção de Genebra, sob o argumento de que não são "prisioneiros de guerra" e, sim, "combatentes inimigos" - um termo que não existe mais em qualquer tipo de lei, só na cabeça idiota do governo americano. Alguns meios de imprensa averiguaram um pouco da safadeza, e mostraram isso ao mundo, mas como eram os EUA, só podia ser coisa passageira, e o país do TIO SAM deu uma maquiadinha só para que todos pensassem que aquelas pessoas eram realmente terroristas, e que não havia qualquer tipo de injustiça e tortura contra eles. Tá, e eu sou o Bozo.
E é obvio que o mundo se esqueceu da pequena "ilha" de Guantananamo.
Atualmente, cerca de 1000 pessoas, de cerca de 50 países (com maioria óvia de moradores de países do Oriente Médio - em especial, do Afeganistão e Iraque) se encontram aprisionadas ali, sendo que existem crianças de 13 a 15 anos, e pessoas com mais de 80 anos. Ou seja, é safadeza atrás de safadeza.
Mantenhamos abertos nossos olhos, para que futuramente aquela base que os EUA estavam querendo instalar aqui no Brasil no Maranhão não se torne algo parecido. Até esqueci o nome daquela porcaria...
É... éssa é a democracia indireta, sendo implantada da forma mais "direta" e "direita" (entenderam o trocadilho? Não? Bah...) no mundo. Viva a ditadura democrática!

Tuesday, September 12, 2006

O 11 de setembro... hoje.

12/09/2006


Ontem, segunda-feira, 11, completaram-se 5 anos do atentado às torres gemeas do World Trade Center. O mundo se comove relembrando todas as vitimas daquele dia. Todo mundo diz que "aquele dia mundou a forma das pessoas verem o mundo". Mas... será que mudou mesmo, ou isso é só mais uma históriazinha que nos é contada antes de dormir?
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que não sou a favor, de forma alguma, ao terrorismo que foi praticado naquele dia. É claro que os EUA tem uma politica completamente medíocre, o que o faz gerar ódio pelo mundo, mas muitos americanos que morreram naquele dia não tem culpa por isso. E mesmo que tivessem, isso não justifica tantas mortes, ainda mais da forma covarde que foi.
Recentemente, dois filmes foram lancádos nos cinemas: Vôo 93 (em cartaz aqui no Brasil), que fala sobre o avião que dá nome ao filme, que foi sequestrado por três terroristas e depois jogado contra o solo, vitimando todos os ocupantes; e Torres Gemeas (Ainda inédito no Brasil, dirigido por Oliver Stone [Platoon, JFK, Alexandre...], com Nicolas Cage [60 segundos, Um Homem de Familia...]), que fala sobre a história de alguns dos bombeiros que ficaram presos sob os escombros das torres.
E com o lançamento desses filmes, e os cinco anos completos dos atentados, o mundo volta a discutir o terrorismo, a politica (idiota) intervencionista dos EUA nos países do Oriente Médio (Afeganistão, Iraque, e outros, ainda que não "declarada e abertamente"), e volta a temer a "ameaça terrorista" (Me lembra a "ameaça comunista", aquela historinha criada pelos EUA, para que as donas de casa tivessem com o quê assustar as criancinhas que não comiam verduras... ah, é, e vale lembrar que os comunistas eram os "comedores de criancinhas", e não no sentido "pedófilo" da palavra ^_^ ), o que foi o estopim (foi mesmo?) para que o EUA invadisse os países "malvados" que queriam destruir o mundo com as terriveis armas nucleares, ou como são popularmente conhecidas, "armas de destruição em massa". Olha, muito bonito esse discurso "Bushista". Me emocionei com esse papo de "democratizar" o mundo. Mesmo que da forma menos democrática possível. Preciso falar qual é o verdadeiro motivo d'os EUA terem invadido o Iraque? Não... não vou falar que foi por pteróleo, dinheiro, e outras coisinhas mais...
Sabe uma coisa que eu percebo nisso tudo? Muitas pessoas, que se dizem "massa pensante", sustentam a opinião de que realmente os EUA tem que invadir os países "malvados" e impor o autorit... ops, democracia, além é claro de exterminar o terrorismo (seria mais fácil chamar o Rambo... ou mesmo o Chuck Norris e seu famoso Roundhouse Kick!). Mas... defendem mortes para vingar mortes? Defendem matar uns, para que esses "uns" não matem "outros". Estranho, estranho.... não estariam dando margem a uma resposta no mesmo nível, ou seja, estariam fazendo o mesmo que o outro lado. COisas estranhas que se passam em cabeças estranhas... ou melhor, em cabeças normais, eu é que sou estranho. Cruzes!
Mas enfim...
E no mesmo 11/9/01 houve também um ataque (?) ao Pentagono... mas aí entra o dedo questionador deste que vos escreve: houve mesmo esse diabo de ataque? Foi mesmo um diabo de um avião que perfurou o Pentagono??????? Oh, céus, nos ajudem a responder essa duvida. Bom, vou assistir a Globo, pois eles tem a resposta.

--- 5 Minutos depois...---

Não, eles não tem a resposta. Disseram que a culpa é do Lula.
EU também não tenho a resposta.
Mas... tá, todo mundo viu os ataques às torres gemeas (eu vi ao vivo pela TV - cool - e me lembro que fiquei, no minimo, estranho - mais? - todo aquele dia... foi estranho, realmente). Mas... quem viu um avião entrando no Pentagono, além de uma ou duas pessoas compradas pelo FBI? Acho que nem duas pessoas. Só viu entrar um avião ali, o mesmo cara que viu que o homem pisou na lua (assunto para outro dia... mas pisou o cacete que pisou... olhem as fotos, aquelas onde tem a bandeira dos EUA se movendo ao vento - mas, DIABOS, na LUA NÃO EXISTE VENTO, MUITO MENOS AR, NEM PENUMBRA [parte clara da sombra, sabe?] como nos é mostrado em fotos safadas - mais do que as de certos sites, que pelo menos não mentem no conteúdo ^_^ ). Sabe, são coisa que nos são enfiadas na cabeça, e que nós nunca questionamos, e acabamos tomando como nossas verdades... é isso aí...
Bom, vou me por aqui... espero que vocês reflitam um pouco sobre TUDO o que envolveu esse triste fato de nossa história: mortes, "terrorismo", fanatismo religioso (sábio Karl Marx - velho barbudo, safado, e grande filósofo alemão - que disse que "A religião é o ópio do povo". Não só ela, é claro... mas...), politica (idiota - denovo!) intervencionista, ganancia, idiotice, corrupção... ops, isso não, deixemos isso para a parcela hipócrita brasileira discutir.

E vamos nessa... deixando para vocês duas coisas:
Visitem esse site, onde há uma animação com provas mostrando que ocorreu porra nenhuma de ataque de avião ao Pentagono (diferente do contrario, que eu não vi muitas provas concretas..). Procurem a bandeirinha do Brasil (não, não, não é o simbolo da nike...) e cliquem lá!
www.pentagonstrike.co.uk

E assistam esse documentário: "Farenheit 11/9" Do Diretor Michael Moore (gordinho simpático, amigo do Bushit, e que já dirigiu outros documentários, e escreveu livros - eu já li "White Stupid Men - Uma Nação de Idiotas" onde ele fala sobre a farsa da eleição americana - E ELES QUEREM IMPOR A DEMOCRACIA AOS OUTROS???? SAFADOS!!!!!).
Obrigado pela atenção.

Friday, September 01, 2006

Desmatamento da Amazônia é o segundo maior da história

18% dos 680 mil km2 da maior floresta do mundo já foram devastados pelo homem.


Desde 1988, o Instituto de Pesquisas Espaciais - Inpe - tem realizado um trabalho de monitoramento na Floresta Amazônica que revela estimativas, em km2, da área devastada nessa região. Entre 1994 e 1995, o número constatado foi de 29.059 km2, o maior até hoje. E o último levantamento, efetuado entre 2003 e 2004, mostrou a segunda maior taxa: a área desmatada atingiu 26.130 km2, um aumento de 6,23% em relação ao valor obtido em anos anteriores (e maior até mesmo que o esperado pelo Ministério do Meio Ambiente, que seria de 2%). Para se ter uma idéia do tamanho da devastação, o território afetado equivale à área do estado de Alagoas. E, infelizmente, existem dados ainda mais assustadores: segundo cálculos do Inpe, até a última estimativa, já foram desmatados cerca de 680 mil km2 da Amazônia (18% do total da área da floresta). Os estados que continuam tendo um crescimento considerável nesse índice são Mato Grosso e Rondônia. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, citou como principal causa do desmatamento o crescimento econômico. Nesses dois estados, que sobrevivem principalmente da agricultura, a ministra lembrou da expansão do setor agrícola - especialmente da produção de soja -, que teria sido o grande responsável para alta taxa.

Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em Sundsvall , Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) na ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil (junho de 1992). Também reforça seções da UNFCCC.
Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.
Discutido e negociado em Kyoto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. Oficialmente entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004.
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990. Os países signatários terão que colocar em prática planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 2012.
A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:

- Reformar os setores de energia e transportes;
- Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
- Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
- Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
- Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.

Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que deva reduzir a temperatura global entre 0,02ºC e 0,28ºC até 2050, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois hão comunidades cientificas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

Os Estados Unidos e o Protocolo
Os Estados Unidos da América negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto, de acordo com a alegação do presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados pelo mesmo interfeririam negativamente na economia norte-americana.
A Casa Branca também questiona o consenso científico de que os poluentes emitidos pelo Homem causem a elevação da temperatura da Terra.
Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Kyoto, alguns municípios, Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos - tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucro com essa atitude.
Entretanto, é necessário fazer estudos minunciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou subvalorização de valores pagos por meio dos créditos de carbono. Porém, à partir da Conferência de Johnesburgo esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Destarte, a política deve ser deixar de poluir, e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.

Sumidouros de carbono
Em julho de 2001, o Protocolo de Kyoto foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente, através da criação dos "sumidouros de carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos, os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação.

O Efeito Estufa e o Aquecimento Global

O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa.
A grande preocupação é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves conseqüências à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade, desde 1850 temos assistido a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm ocorrido naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem sofrido, mas também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento do Efeito Estufa, devido basicamente à atividade humana.
Para que se pudesse compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta, foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados, não são motivos de preocupação.
Na realidade, as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sido frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a se recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para preocupação serão muitos.
Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.
No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.

Derretimento de geleiras deve provocar o desaparecimento de cidades

ECOLOGIA :

Vindas das mais variadas fontes, as notícias sobre o futuro da humanidade não são nada boas. Não há mais volta: mesmo que mudemos radicalmente nossa forma de relação com o planeta a partir de hoje, o prejuízo causado por nossas ações predatórias já atingiu um nível tamanho que o derretimento das geleiras deve provocar o desaparecimento de todas as cidades ao nível do mar no máximo até o final deste século. Essa triste previsão está num artigo publicado há pouco mais de um mês pelo cientista britânico James Lovelock, autor da famosa Teoria de Gaia (segundo a qual a Terra assemelha-se a um organismo vivo, com mecanismos para auto-regular suas funções).
Ainda segundo Lovelock, a elevação da temperatura em até 8ºC nas regiões temperadas e 5ºC nos trópicos vai provocar também, antes de 2100, impactos desastrosos no equilíbrio ecológico, como a extinção maciça de espécies vegetais e animais e o desaparecimento de vastas áreas selvagens como a Floresta Amazônica, decretando o fim da maior parte da vida na Terra, com a morte de milhões, talvez bilhões de pessoas. Na opinião do cientista, governos sérios e responsáveis deveriam começar a desenvolver cartilhas com orientações aos sobreviventes sobre como lidar com as difíceis condições de vida neste futuro sombrio.
A reação do mundo a um alerta como esse, vindo de um dos mais reconhecidos cientistas do nosso tempo, deveria ser de comoção popular. Deveríamos parar tudo e começar a centrar nossos esforços em formas de ao menos minimizar os tenebrosos efeitos anunciados. Mas nada disso aconteceu e tudo segue normalmente como se essa fosse apenas mais uma notícia trivial e corriqueira. Um jornal publica o artigo, outro dá uma nota curta e seca e assim vamos tocando nossas vidas normalmente.
Essa atitude seria compreensível se a visão de Lovelock fosse apenas uma no meio de outras conflitantes. Poderíamos confortavelmente acusá-lo de louco, exagerado, catastrófico. Mas não é o caso. Já não são levadas a sério as cada vez mais raras correntes científicas que colocam em dúvida o fato de que a Terra sofre um processo de aquecimento acelerado, dificilmente reversível.
Segundo o Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, 2005 foi o ano mais quente desde o início dos registros climáticos modernos, em 1890. E, pior, de acordo com o instituto, todos os cinco anos mais quentes durante este período ocorreram na última década, mostrando clara tendência de aquecimento global. Um representante do órgão declarou à imprensa que, usando medições indiretas que vão a um passado ainda mais remoto, o ano passado foi provavelmente o mais quente dos últimos milhares de anos. Mais uma notícia que lemos e viramos a página, sem dar muita atenção.
Mais: um aumento de 3ºC na temperatura média da Groelândia duplicou a quantidade de água que suas geleiras vêm derramando no Oceano Atlântico, segundo recentes pesquisas do Laboratório de Propulsão a Jato e do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Há registros de diminuição das geleiras no Himalaia, nos Andes, no Monte Kilimanjaro, e a única estação de esqui da Bolívia, Chacaltaya, fechou porque sua neve está acabando.
Acha pouco? A lista é longa, o espaço de um artigo é limitado. O diretor da Pesquisa Antártica do Reino Unido, Chris Rapley, disse, em janeiro passado, durante reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, que algumas partes da camada de gelo da Antártida começaram a derreter em um ritmo assustadoramente intenso e anormal. Rapley afirmou que, há apenas cinco anos, a Antártida era considerada como um gigante adormecido em termos de mudança climática. "O gigante despertou e é melhor que se preste atenção nele", disse o cientista. Ninguém parece muito preocupado. A humanidade finge não ver o que está acontecendo.
Enquanto isso, James Hansen, o principal especialista em mudança climática da Nasa, denuncia uma tentativa do governo dos EUA de silenciá-lo. A campanha começou depois de um discurso proferido em dezembro passado, quando Hansen pediu a rápida redução na emissão dos gases estufa, relacionados ao aquecimento global. Segundo ele, diretores da Nasa deram ordem aos responsáveis pelas relações públicas do órgão para revisar os textos de suas futuras conferências, suas publicações no sítio do instituto na Internet e para controlar os pedidos de entrevistas de jornalistas.
Há caminhos que podem ser trilhados se a humanidade realmente abrir os olhos para a questão. Uma série de ações voltadas ao fomento de fontes de energia renováveis, em um livro elaborado por 250 analistas internacionais, foi apresentada recentemente pelo diretor-executivo da Agência Internacional da Energia, Claude Mandil. Aparecem, entre elas, as energias produzidas pelo vento, o sol, as fontes geotérmicas e os oceanos. Ótimo, não? Não, se o raciocínio que só encontra sentido na produção otimizada e no lucro continuar reinando absoluto. Segundo o próprio Mandil, o grande problema de suas propostas é o custo econômico alto para trazê-las para a prática, o que, segundo diz, inviabiliza suas iniciativas e faz os governos se mostrarem reticentes a elas.
Por que é que a gente é assim? Por que fechamos os olhos para estes alertas, apesar de estar claro que é apenas uma questão de tempo para as conseqüências nefastas de essas previsões começarem a afetar brutalmente nossas vidas e, principalmente, as vidas de nossos filhos e netos? Acho que a nossa espécie, apesar da capacidade relativamente bem desenvolvida de prever o futuro, é menos competente na hora de mudar suas atitudes, mesmo quando colocada contra a parede. Enquanto não superarmos esta limitação, não haverá espaço para a esperança.

Redação 360
Danilo Di Giorgi

Fonte:
www.msn.com.br/esportes/ecoturimo/extra2