Saturday, October 28, 2006

Ganhe quem ganhar, perdemos nós!

Manifesto de partido algum! - 28/10/2006


Amanhã, novamente teremos de ir às urnas eletrônicas e, em tese, decidir o futuro do país. Temos uma grande responsabilidade em nossas mãos. Devemos analisar o passado dos candidatos para saber em quem votar...

Bom. Digo, mal.

Tenho para mim que, ganhe quem ganhar, o único que não ganhará, seremos eu, você, ela, ele, O cara que vende jornal, o cara que trabalha na fábrica de rolo de macarrão, a menininha que acorda as 4 da manhã para ir para a escola.

A politica se tornou um grande jogo, onde na "hierarquia de interesses" o último colocado somos nós, o povo. Antes, vem o dinheiro, o poder, o status, eles próprios, suas familias, seus amigos, uma parte da midia, algumas empresas... Podemos dizer até que a politica se tornou um telejogo (lembram? Aquele onde tinham duas "barrinhas" que ficavam rebatendo uma bolinha pra lá e pra cá...?): um grande jogo de empurra, entre direita e esquerda, onde nós somos feitos de "bolinha" levando pancada de todos os lados, sendo massacrados por pessoas vestidas de "enfermeiros da cruz vermelha", gente que se passa por beato, mas que na verdade é a própria encarnação do capeta. Dúvida? Analise o teor das atuais campanhas politicas: tudo se tornou uma grande arena de gladiadores, e como na Roma antiga, nós nos deixamos iludir por tudo isso, e somos, mais uma vez na história, vitimas da chacina ideológica chamada "politica do pão e circo". Filhos da puta!

Dúvidas, ainda? Acredita que se a politica não tivesse se tornado essa merda que é (há algum tempo, diga-se de passagem!), mesmo havendo oposição e situação (o que é necessário, pois nem todos pensam da mesma forma, óbvio), estes dois lados se uniriam para atingir o hipotético objetivo, que é dar ao povo o melhor possível? Oras... o que importa, é falar mal do outro partido, do outro candidato, do programa social dele, das viagens do outro, da cor da cueca de um, do tamanho do dedo anular de outro. Fodam-se nós!

Ganhe o filho da puta que ganhar, o governo vai ser algo parecido, não existe muita diferença dentro da politica atual. Não existe mais ideologia, não existe mais muita vontdade de mudança. E mesmo que exista, tudo isso é limado pelo poder, que corrompe, independentemente de cor, raça, credo, ideologia ou partido.

Realmente, inteligentes eram os povos muito antigos, que viviam na democracia direta, onde o próprio povo se governava, sem essa patifaria de escolher uma pessoa que, mesmo se quisesse (e não quer), jamais poderia satisfazer a todos. Esse negócio de democracia indireta, podemos dizer, é a "ditadura da burguesia".

Eu quero me governar. Você, deve se governar. Não autorizo ninguem a me governar.

Faça seu melhor, seja você, e esqueça que há alguns filhos da puta que lhe governam. Por que? Porque o povo depende demais do governo para tudo, se torna escravo por vontade própria, é só ver, quando aconteca algo, logo vem-lhes a mente àquela ideia de"recorrer ao governo" ou a de "o governo vai fazer algo" ou a de "ogoverno não fez nada". A politica está cagando e andando para você, para mim, para nós. Não somos poder, portanto, não interessamos mais. Só lhes interessamos a partir do momento em que temos de ser "domados" para lhes dar o poder. Que tal ao invés de esperar o governo fazer tudo, nos organizarmos em grupos, e fazer nós mesmos? O governo não faz, mas ele nunca quis fazer. Nós também não fazemos, e aí, como fica?Eu não sei se lutaria para que os militares saissem do governo, e que depois fossem escolhidos novos militares para nos governar. A democracia, já disse um sábio, lhe dá a chance de escolher o ditador.

Só não vou deixar de votar porque esses carniceiros me exigem o titulo de eleitor para certas coisas. Mas não será sempre assim...

E se só é cidadão quem gosta de votar, eu digo: não faço a minima questão de ser cidadão, mesmo porque o sendo, o que muda em minha vida? Serei tratado como lixo pelas "autoridades" da mesma forma.

Essa é a politica, que tanto me dá nojo, que também é conhecida como Midas: tudo o que toca, vira merda!

P.S.: O Segundo turno, ao todo, custará cerca de R$ 550 milhões, segundo o TSE.

Alexandre L. Fernandes

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